


Costuma-se dizer que na vida, quando tudo segue na calmaria, há de se comparar com o cristal. Qualquer atrito pode desabar em mil fragmentos. Não necessariamente nessa mesma ordem.
Com o decorrer dos anos, vamos sentindo a idade aumentar de maneira espantosa. Já não são os anos a mais que fazem a diferença. São os limites que a idade nos impõe. Torna-se difícil andar mantendo o equilíbrio, enxergar sem franzir os olhos, entender o vocabulário se dito rápido, ouvir as palavras sussurradas, comer e beber com cuidado para não engasgar. Mas enquanto levarmos a vida com saúde e com o avanço da medicina, dá até para se governar ocupando a mente com a leitura, a escrita e o convívio com pessoas que amamos.
Às vezes passamos um tempo despreocupadas vivendo um dia de cada vez. Outras vezes começamos o dia pensativas, um pouco temerosas quanto ao futuro. É nessa hora que procuramos uma alternativa. Ligamos o rádio numa estação com músicas boas e arriscamos uns passinhos de dança para se exercitar.
- "Ah, para que tanto medo da vida?"
Deixa a vida nos levar, como dizem os versos da canção do Zeca Pagodinho.
Tema: Fragilidade