O ano está acabando. O que continua e o que podemos mudar.
Quando temos alguns hábitos saudáveis, é de bom tom continuarmos a fazê-los. Exemplo: aos domingos sempre tive o hábito de ouvir Inezita Barroso no "Viola minha Viola". Depois passei acompanhar Rolandro Boldrin no "Sr. Brasil" e agora vejo o programa do Renato Teixeira e seu filho Chico Teixeira em "Balaio" na TV Cultura. Deu pra perceber que gosto de música e de "causos".
Sempre fazemos promessas que não são cumpridas. Isso precisa mudar. Vou levar a sério algumas necessidades quanto à minha saúde - se quiser acompanhar o crescimento dos meus bisnetinhos. É normal envelhecermos com uma boa dose de preocupação. Às vezes despertamos esperançosos com a possibilidade de continuar a se governar. Mas por algum motivo, o que precisamos fazer, o corpo não colabora. Então vem a frustação. É nisso que não quero embarcar! Vou me esforçar para continuar a viver com alegria, aproveitando as oportunidades que surgirem dentro dos meus limites. Sou grata pelos filhos que gerei, pelos netos que eles me deram e pelos bisnetos que vieram, e que Deus me possibilitou vê-los e amá-los.
Tenho ainda um exercício que me conforta: escrever! As palavras escritas sempre serão o meio de apaziguar meu espírito. Aproveito para agradecer o fato de fazer parte do grupo de escritoras do BVIW, que age na minha vida como uma terapia. A solitude é uma forma feliz por escolha. Quando fiquei viúva, as pessoas perguntavam porquê eu não morava com minha mãe que também estava sozinha. Eu e ela respondíamos juntas: "Não se preocupem, estamos muito felizes cada uma na sua própria casa." Gosto da minha independência! Nunca me sinto só. Meus companheiros diletos são os livros. Deitada na minha rede de frente ao janelão da sala, passo horas distraída com as histórias que os livros me apresentam. Nelas eu vou me encaixando e chego até sonhar, cochilando no balanço da rede.
Tema: Livre.